Justiça nega pedido de habeas corpus de piloto denunciado por morte de adolescente no DF
Surgem novas denúncias contra o piloto que deixou jovem em coma no DF A Justiça do Distrito Federal negou, nesta quinta-feira (12), o habeas corpus pedido pel...
Surgem novas denúncias contra o piloto que deixou jovem em coma no DF A Justiça do Distrito Federal negou, nesta quinta-feira (12), o habeas corpus pedido pela defesa do piloto Pedro Turra, de 19 anos, denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso qualificado por motivo fútil pela morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O adolescente morreu 16 dias após ser agredido após uma festa em Vicente Pires. Rodrigo sofreu traumatismo cranioencefálico grave e morreu no último sábado (7). Turra está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda, desde o último dia 2. O juiz determinou que o piloto continuasse em uma cela isolada devido ao risco à sua integridade física dado a exposição do caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A defesa de Pedro Turra disse que não há motivos para que medidas cautelares sejam insuficientes no caso do piloto e pediu para que "Pedro tenha direito ao contraditório, provas, sem que sua liberdade seja sacrificada". O juiz não aceitou a argumentação da defesa e negou o habeas corpus. Em nota enviada ao g1 na sexta-feira (13), os advogados de Turra disseram expressar respeito à decisão do TJDFT, mas que "diverge, de forma técnica e fundamentada, do entendimento adotado" (leia a nota na íntegra no fim da matéria). Agressões O adolescente Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Bassos após uma briga por chiclete Reprodução/TV Globo O agressor, de 19 anos, foi identificado como Pedro Arthur Turra Basso. Inicialmente ele foi preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois. Durante a agressão, Rodrigo levou uma sequência de socos, caiu e bateu a cabeça na porta de um carro. Ele sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. O jovem foi levado para um hospital particular em Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro. Ele não resistiu e morreu neste sábado (7). Em nota, o Hospital Brasília Águas Claras confirmou que, "apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais". A defesa de Pedro Turra divulgou nota neste sábado (7) afirmou que a família do piloto “lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira”. Pedro Turra é investigado por quatro denúncias: duas delas de episódios anteriores que só foram levados à polícia após a repercussão da briga recente. São três agressões e uma tentativa de dar bebida a uma jovem menor de idade. Quais são os casos em investigação? A Polícia Civil também apura outras quatro denúncias envolvendo o piloto, incluindo agressões anteriores que vieram à tona após a repercussão do caso. São elas: a agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos; uma briga em uma praça de Águas Claras, em junho de 2025 (registrada naquele mês); a denúncia de uma jovem que afirma que Pedro a forçou a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade; e a agressão contra um homem de 49 anos em uma briga de trânsito. O que diz a defesa de Pedro Turra? "A Defesa de Pedro Turra expressa respeito à decisão proferida pela Colenda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Sem prejuízo do acatamento à autoridade jurisdicional, a Defesa diverge, de forma técnica e fundamentada, do entendimento adotado, por compreender que, no caso concreto, houve supressão do devido processo legal e de direitos constitucionais que assistem a todo cidadão submetido à persecução penal. A divergência ora externada não traduz inconformismo retórico, mas exercício legítimo da advocacia, no marco do Estado Democrático e Jurídico de Direito, onde decisões judiciais são respeitadas, mas também criticadas e revisitadas pelos meios processuais adequados, quando se entende haver violação a garantias fundamentais. A Defesa seguirá atuando com responsabilidade, rigor técnica e absoluto compromisso com a legalidade constitucional, buscando a tutela da liberdade de seu assistido perante os Tribunais Superiores, confiando no controle jurisdicional próprio das instâncias de superposição. Brasília, 13 de fevereiro de 2026. Escritório Fior, Correa, Mendes, Kaefer & Associados" Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.