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Infidelidade, legítima defesa e dano à honra: presos por feminicídio no DF apontam motivação para crimes em pesquisa

Violência contra a mulher, estupro, mão de socorro Nino Caré/Pexels Infidelidade, legítima defesa e dano à honra são algumas das motivações apontadas po...

Infidelidade, legítima defesa e dano à honra: presos por feminicídio no DF apontam motivação para crimes em pesquisa
Infidelidade, legítima defesa e dano à honra: presos por feminicídio no DF apontam motivação para crimes em pesquisa (Foto: Reprodução)

Violência contra a mulher, estupro, mão de socorro Nino Caré/Pexels Infidelidade, legítima defesa e dano à honra são algumas das motivações apontadas por presos por feminicídios no Distrito Federal. Os relatos também incluem acúmulo de pressões cotidianas, como trabalho, dívidas e problemas familiares. 🔎 Desde 2015, a capital registrou 242 vítimas de feminicídio, segundo dados do governo do DF. Dos 50 presos atualmente pelo crime na capital, 39 aceitaram participar do "Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal", do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF), divulgado nesta sexta-feira (12). Ainda foram apontados a sequência de diversos fatores: uso continuado de drogas e álcool, combinado a ofensas e ameaças à denúncia policial. "Em contraste, alguns homens afirmaram não conseguir explicar as motivações para terem cometido o crime, vinculando o fato à embriaguez e às discussões acaloradas", destaca o levantamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Arrependimento Os pesquisadores afirmam que alguns dos entrevistados apresentaram remorso ao denominar o crime como "bárbaro" ou “pior do que um crime”. Outros atribuem ao crime "sentimentos de vergonha e a dificuldades de encarar a 'ofensa à imagem' dos filhos". No entanto, a maioria acredita ainda que a morte foi uma "casualidade", não o resultado de uma relação frequentemente conflituosa, aponta a pesquisa. "Em outros casos, o arrependimento foi mais autocentrado, relacionado ao sofrimento no ambiente prisional e ao fato de ter 'acabado com a vida dela e com a minha', além do desejo de mudar de cidade e de nome." Figura paterna Além dos homens presos por feminicídio, a pesquisa também ouviu homens em diferentes regiões da capital. A eles, foi questionado sobre a presença paterna e o papel dentro da estrutura familiar durante a infância e a adolescência. O levantamento reforça "possíveis associações da ausência paterna e da reprodução de papéis de gênero desiguais", o que contribuiria com o comportamento – principalmente o violento – desses homens na vida adulta. ➡️ 65% desses pais faziam pequenos reparos em casa ➡️ 33% nunca participavam de reuniões escolares ➡️ apenas 18% preparavam as refeições com frequência ➡️ 44% nunca lavavam o banheiro de casa Como denunciar violência contra a mulher? A Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) tem canais de atendimento que funcionam 24h. As denúncias e registros de ocorrências podem ser feitos pelos seguintes meios: Telefone 197 Telefone 190 E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br Delegacia eletrônica WhatsApp: (61) 98626-1197 O DF tem duas delegacias especializadas no atendimento à mulher (Deam), na Asa Sul e em Ceilândia, mas os casos podem ser denunciados em qualquer unidade. Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) Endereço: EQS 204/205, Asa Sul Telefones: (61) 3207-6195 e (61) 3207-6212 Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II) Endereço: QNM 2, Conjunto G, Área Especial, Ceilândia Centro Telefone: (61) 3207-7391 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.