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Celina Leão diz que vai ocupar Centro Administrativo do DF sem novos gastos e sem impactar trânsito

Celina Leão afirma que ocupação do Centro Administrativo do DF reduzirá gastos com aluguel A governadora Celina Leão (PP) detalhou, na manhã desta terça-...

Celina Leão diz que vai ocupar Centro Administrativo do DF sem novos gastos e sem impactar trânsito
Celina Leão diz que vai ocupar Centro Administrativo do DF sem novos gastos e sem impactar trânsito (Foto: Reprodução)

Celina Leão afirma que ocupação do Centro Administrativo do DF reduzirá gastos com aluguel A governadora Celina Leão (PP) detalhou, na manhã desta terça-feira (9), a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal, em Taguatinga, conforme anunciado no último dia 1º. O complexo está fechado há 12 anos, desde a "inauguração", e nunca foi usado efetivamente. 🔎 A partir de agora, o local vai se chamar CAD e não mais Centrad. A mudança também foi anunciada nesta terça. "Virar a página", disse Celina. A governadora negou impacto para o trânsito e disse que não haverá licitação de móveis, ou seja, não haverá novos gastos. Apenas pequenos reparos serão feitos para que as secretarias possam ocupar a estrutura: pintura, impermeabilização, entre outros. A previsão de gasto é de R$ 1,8 milhão por bloco – são cinco. ➡️ A previsão de economia, segundo a governadora, é de R$ 1 bilhão em 60 meses, período típico para contrato de aluguel. Celina afirmou a decisão de ocupar o Centrad não é só para economizar com os aluguéis de imóveis que abrigam as secretarias atualmente, mas para contribuir com a mobilidade urbana da capital. "O DF é a única capital do Brasil que recebe mais de 70% de fluxo para um lugar só, que é o Plano Piloto. É de suma importância para a descentralização que a mobilidade continue fluindo para que os eixos como Ceilândia, Taguatinga e outras cidades venham a se desenvolver", afirmou Celina Leão. O Centrad está entre os imóveis incluídos na lei de socorro ao caixa do Banco de Brasília (BRB). Celina explicou que a lei não é obrigatória, apenas autoriza o uso do imóvel como garantia. "A gente está arrumando outra saída jurídica, então não estou colocando esse imóvel em nenhuma negociação." ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Primeiras mudanças Fachada do Centro Administrativo do DF, em Taguatinga Andre Borges/Agência Brasília No último dia 1º, a governadora anunciou que o governo iria usar o Centrad. A chefe do Executivo local afirmou que a Secretaria de Obras iria iniciar a mudança e que seu gabinete também seria transferido. Na primeira etapa, 31% do centro administrativo será ocupado em até 90 dias. Além da Secretaria de Obras e do gabinete da governadora, também vão para o Centrad: Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, de Meio Ambiente, DF Legal, de Mobilidade e Casa Civil. De acordo com o GDF, são gastos cerca de R$ 168 milhões com aluguéis. Os seguintes valores serão economizados pelas secretarias que serão transferidas: ➡️ Secretaria de Obras: R$ 3 milhões por ano ➡️ Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação: R$ 5,5 milhões por ano ➡️ Secretaria de Mobilidade: R$ 3,2 milhões por ano ➡️ Secretaria do Meio Ambiente: R$ 3,1 milhões por ano ➡️ DF Legal: R$ 3,5 milhões por ano Imbróglio judicial Segundo a governadora, não há qualquer impedimento legal para ocupação de parte do centro administrativo. "O terreno sempre foi do GDF. A lide na Justiça está entre a empresa que fez o CAD e a Caixa Econômica. O Habite-se e o RIT estão liberado. A gente tem 100% de tranquilidade da ocupação", afirma. O g1 entrou em contato com a Odebrecht, que afirmou que não deve se manifestar sobre o caso. A Via Engenharia também foi questionada sobre o caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Ambas empresas construíram o centro por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) com o GDF. Relembre a construção do Centrad O Centrad foi construído por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) entre o GDF e o consórcio privado formado pela Via Engenharia e Odebrecht, com valor previsto de R$ 6 bilhões e duração de 22 anos. Além de erguer o prédio, o consórcio formado pela Via Engenharia e Odebrecht ficaria responsável por serviços como manutenção, segurança, limpeza do espaço. Pelos serviços após a inauguração, as empresas receberiam R$ 17 milhões mensais. Como o projeto nunca foi inaugurado, esses valores nunca foram pagos. Por outro lado, as duas empresas alegam que gastaram cerca de R$ 1,5 bilhão na construção do Centrad e também tentam reaver o valor investido na negociação. Em 2020, contudo, uma decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, proibiu o Governo do DF de repassar recursos ao consórcio. O GDF, no entanto, tem outros gastos com o complexo. Desde que a PPP foi anulada em 2022, é o governo do DF responsável pela segurança do local, que abandonado é alvo de invasão, vandalismo e depredação. Linha do tempo sobre o Centrad: 2009: Obras do Centrad têm início a partir de uma parceria público privada (PPP) entre o GDF e o consórcio privado formado pela Via Engenharia e Odebrecht. 2014: O então governador Agnelo Queiroz faz a inauguração do espaço no último dia de seu mandato com as obras inacabadas. 2015: Ministério Público (MPDFT) se manifesta contra ocupação do Centrad e não fornece Carta de Habite-se para o prédio. 2015: Governador Rodrigo Rollemberg "desiste" de mudar Executivo para local devido às irregularidades. 2017: Em delação no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivo da Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira, revela que negociações do Centrad foram marcadas por "acordos de mercado" e repasses para caixa dois de campanhas eleitorais. 2017: GDF instaura uma comissão para discutir a possibilidade de anular o contrato de PPP. 2019: Ibaneis Rocha (MDB) assume e afirma que Centrad será ocupado "de um jeito ou de outro" ainda nos primeiros meses de sua gestão. 2019: Ministério Público de Contas (MPC) pede para que Tribunal de Contas (TCDF) barre transferência para Centrad, alegando que mudança não teria vantagem econômica. 2020: Em meio aos impasses do acordo de PPP, Justiça proíbe que o GDF faça qualquer repasse às empresas que construíram o Centrad. 2022: O GDF consegue anulação do contrato com as empresas e PPP é desfeita. 2024: Marcelo Galvão, assessor especial de Ibaneis Rocha, diz em entrevista ao Poder360 que obras para ocupação do Centrad serão iniciadas ainda em abril. 2025: GDF anuncia que até abril o governo vai lançar as obras de ocupação do Centrad. 2025: Em agosto, o então secretário de Obras Valter Casimiro disse em entrevista ao Correio de Manhã que obras para as vias do entorno do Centrad seriam iniciadas "nos próximos dias". 2025: Ibaneis diz em entrevista ao Jornal de Brasília, no dia 29 de agosto, que um edital de concessão para ocupar o Centrad seria divulgado pela Terracap "nos próximos dias". 2025: Questionado pelo g1 no dia 26 de setembro, quase um mês após a declaração de Ibaneis, a Terrapac informou que tais documentos para edital ainda estavam "em produção". 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