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Projeto do VLT pode retirar ônibus da W3 em Brasília

Plano do GDF prevê substituir parte do transporte coletivo da avenida pelo Veículo Leve sobre Trilhos, mas especialistas alertam para desafios na mudança.

Projeto do VLT pode retirar ônibus da W3 em Brasília
Projeto do VLT pode retirar ônibus da W3 em Brasília (Foto: Reprodução)

Após implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando a W3 ao Aeroporto Internacional de Brasília, o próximo passo previsto pela Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob) será reduzir ou até eliminar a circulação de ônibus na avenida. No entanto, especialistas avaliam que a retirada definitiva dos coletivos pode ser mais complexa do que se imagina.


A proposta faz parte do projeto de modernização do transporte público na área central da capital. O plano inicial do VLT chegou a ser barrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pois previa rede de energia aérea, o que poderia impactar o conjunto urbanístico tombado de Brasília.


Diante disso, o Governo do Distrito Federal reformulou o projeto e passou a prever a utilização de fiação subterrânea. Atualmente, a proposta está em análise pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).


Segundo o coordenador do Observatório da Mobilidade 3S da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), o especialista em transporte público Pastor Willy Gonzales, a retirada dos ônibus da W3 depende de um planejamento de longo prazo para que a mudança funcione de forma eficiente.


De acordo com o especialista, grande parte das pessoas que utilizam as linhas que passam pela W3, principalmente nas quadras finais da W3 Sul e W3 Norte, não mora no Plano Piloto. Muitos passageiros utilizam o transporte coletivo para se deslocar entre o trabalho e residências em outras regiões administrativas do Distrito Federal.


Estudos sobre mobilidade urbana indicam que mudanças estruturais no transporte coletivo exigem integração entre diferentes modais, planejamento gradual e adaptação da rede de linhas para evitar prejuízos aos usuários que dependem diariamente do sistema.

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