MPDFT pede que agr3ssã0 atribuída a ex-piloto seja investigada como tentativa de h0micídi0
Pedido da defesa de Arthur Azevedo Valentim foi aceito pelo Ministério Público e caso pode ser enviado ao Tribunal do Júri.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios aceitou o pedido da defesa do jovem Arthur Azevedo Valentim para que a agr3ssã0 sofrida por ele, atribuída ao ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, seja reclassificada como tentativa de h0micídi0 e não mais apenas como l3sã0 corporal.
A solicitação foi encaminhada à Justiça do Distrito Federal, que deverá analisar o envio do caso para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Turra já havia sido indiciado por h0micídi0 após dar um soco no adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, que m0rreu dias depois de permanecer internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Meses antes desse episódio, ele também teria se envolvido em outra discussão que terminou com a agr3ssã0 contra Arthur Azevedo Valentim. É justamente esse caso que agora passa a ter uma nova classificação criminal.
Inicialmente tratado como l3sã0 corporal leve, o episódio ganhou novos desdobramentos após a defesa apresentar elementos que indicariam possível intenção de m4tar por parte do ex-piloto. Com o posicionamento favorável do Ministério Público, o processo pode deixar a vara cr1minal comum e passar para a Vara do Tribunal do Júri, responsável por julgar cr1mes dolosos contra a vida.
O pedido de reclassificação também se baseia no depoimento de uma jovem prestado em outro inquérito envolvendo o investigado. Segundo o relato, Pedro Turra apresentaria um padrão de comportamento agr3ssivo e teria manifestado a intenção de “bater para m4tar” ao entrar em br1gas.
De acordo com o advogado de defesa de Valentim, Vinícius Maia Rodrigues, os elementos reunidos no processo indicam que os fatos possuem gravidade incompatível com a tipificação inicial de l3sã0 corporal leve.
“A defesa confia que, diante dos elementos já constantes nos autos, será dada a correta qualificação jurídica ao caso, garantindo que os fatos sejam analisados pela instância competente e que a resposta da Justiça seja proporcional à gravidade do ocorrido”, afirmou o advogado.
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