Ex-médico acusado de matar a própria mãe queimada viva será julgado em Águas Claras
O ex-médico Lauro Estevão Vaz será julgado pelo Tribunal do Júri em Águas Claras (DF) acusado de matar a própria mãe, de 94 anos, que teria sido queimada viva dentro do apartamento onde morava. Segundo a investigação, o crime teria motivação financeira. Preso desde junho de 2024, ele pode pegar até 30 anos de prisão caso seja condenado.
O ex-médico Lauro Estevão Vaz será julgado pelo Tribunal do Júri de Águas Claras, no Distrito Federal, no dia 19 de março, às 9h. Ele é acusado de matar a própria mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, que teria sido queimada viva dentro do próprio apartamento.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o crime teria sido motivado por interesses financeiros.
As investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontam que o ex-médico teria incendiado o imóvel da mãe no dia 31 de maio de 2024.
Lauro está preso desde 14 de junho do mesmo ano. Ele foi denunciado pelos crimes de feminicídio qualificado — por motivo torpe, uso de fogo e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — além de fraude processual.
Antes do caso envolvendo a mãe, Lauro atuava como médico ginecologista. Ele já havia sido condenado em primeira e segunda instâncias após denúncias de duas pacientes que relataram terem sido tocadas de forma indevida durante exames clínicos entre 2009 e 2010, no Centro de Saúde nº 1, em São Sebastião (DF).
Na época, uma das pacientes tinha 17 anos e estava grávida. Após as denúncias, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) cassou o registro profissional do médico.
Caso seja condenado pelo júri, Lauro pode pegar uma pena que varia de 12 a 30 anos de prisão.
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